TERMINA NO DIA 17 (SEXTA-FEIRA) o prazo para reclamar da alteração ao PDM pretendida pela CMC.
Essa alteração visa eliminar a referência ao número máximo de pisos como critério limitador da construção em 5 casos particularmente relevantes: 2 na entrada nascente de Cascais (zona do Jumbo); Carcavelos; Marina de Cascais e Praça de Touros.

A CMC com essa alteração visa EXCLUSIVAMENTE beneficiar os promotores imobiliários dessas obras, permitindo que os mesmos construam, na mesma área, mais pisos.

Tudo isso porque esta porposta de alteração do PDM pretende, para efeitos de licenciamento, deixar ao livre arbítrio da Câmara a decisão final do que se entende por "UM PISO".

Todos nós aprendemos que "um piso" ... é isso mesmo: uma superficie habitacional nivelada construida a uma determinada altura do solo.

Parece que alguém aprendeu por outras cartilhas da geometria e nos quer impingir novos conceitos, ou seja: ... um "Duplex" ou um "Triplex" podem ser igualmente considerados como "UM PISO" ... se as doutas cabeçorras do urbanismo assim o entenderem. Efectivamente, uma interpretação que me faz a maior das confusões.

Ou seja, alguém pretende AGRAVAR SUBSTANCIALMENTE A DENSIDADE POPULACIONAL EM ZONAS JÁ CRÍTICAS, como por exemplo a que é abrangida pelo Parque Natural, como é o caso da Marina e outra já sujeita às limitações de um plano de ordenamento como a zona costeira de Carcavelos.

É importante que todos aqueles que são contra a perda do caráter da Vila e que defendem menos construção e mais qualidade de vida, se oponham e manifestem essa oposição.

A reclamação/oposição é dirigida ao Presidente da CMC, e deve seguir o modelo da minuta que encontrará no seguinte link::

https://www.cascaisdiario.pt/…/participacao_alteracao_pdm_c…

Uma vez preenchida deverá ser enviada utilizando do endereço de email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Apelo a todos os que gostam de Cascais e que desejam um Cascais melhor (e não um Cascais totalmente subjugado pelos interesses imobiliários) para partilharem e apresentarem as suas reclamações neste processo de consulta pública que termiona no próximop dia 17.

Passados quase dois meses sobre o início do estado de emergência, e agora que começa paulatinamente o desconfinamento, podemos fazer uma primeira análise do que foi a atuação da Câmara de Cascais.

1. Em primeiro lugar há que reconhecer que a Câmara tentou fazer alguma coisa e isso é positivo. Não ficou de braços cruzados e procurou agir.
Seria uma crítica demasiado fácil comparar o número de casos em Cascais com o dos concelhos vizinhos, embora não tenha dúvidas que, se os números fossem favoráveis à nossa terra, a Câmara não deixaria de tentar chamar a si os louros.

A Câmara Municipal de Cascais publicou hoje um post a dizer o seguinte: “O Bairro dos Museus e a Fundação D. Luís I foram hoje distinguidos com o galardão Interpretação Patrimonial (…). Para este prémio contribuíram várias intervenções como a reabilitação e musealização do Farol de Santa Marta; a reabilitação da Casa Sommer para instalação do Arquivo de História Local; o Museu Paula Rego, a Casa de Santa Marta ou a reabilitação da Cidadela de Cascais, ou seja, um conjunto renovado de equipamentos culturais que tivemos a oportunidade de lançar e concretizar”.

Há, porém, um “pormenor” que demonstra a “lata” ou despudor deste executivo e de como o mesmo gosta de colher o que, verdadeiramente, não semeou: não foi o atual executivo municipal que teve a “oportunidade de lançar e concretizar” os equipamentos culturais em questão.

Na realidade, foi na presidência de António Capucho que foi reabilitado e inaugurado o Farol-Museu de Santa Marta em colaboração com a Marinha; que foi adquirida a Casa Sommer (agora musealizada); que foi inaugurada a Casa das Histórias Paula Rego; que foi reabilitada a Cidadela de Cascais (depois de resgatada ao Estado), incluindo o que se refere ao Palácio (obra que ficou a cargo da Presidência da República) e à instalação do Hotel na sequência de um concurso público. Portanto, ao contrário do que afirma o post da CMC, não foi – claramente! – a ação deste executivo que determinou a distinção agora conferida (e que é de louvar).

Museu Paula Rego

Deste executivo aquilo que se conhece, em termos de política cultural, são os flops/bluffs do Museu do Vhils, do Motor Passion Museum (sobre os quais a CMC nada diz), da Escola D. Luís, do Festival de Cinema, da Feira do Livro, do Lumina (apesar da perda de qualidade das últimas edições, curiosamente as mais patrocinadas) e da recuperação do Edifício Cruzeiro (que continua a marcar passo) e a ausência de bibliotecas públicas decentes, novos museus, salas de espetáculo e equipamentos culturais de relevo. Por outras palavras, fora a propaganda, a política cultural da CMC nos últimos oito anos é um deserto.

O que se constata é, pois, que a CMC não tem a hombridade de atribuir os méritos a quem os teve e que não são seguramente os “eventos” que a CMC tanto apoia, subsidia e promove que fazem uma política cultural, tal como não foram nem são os “eventos” que deram azo à distinção agora conferida.

O seu a seu dono. Esta distinção não é, pois, de todo, um mérito do atual executivo.

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