Só porque alguém trabalhou vários anos numa determinada função ou setor, não significa que tenha conquistado automaticamente as qualidades e habilidades necessárias para liderar uma equipe com sucesso. Além disso, ser promovido para uma posição ao nível da Gestão de Topo, por exemplo, não faz com que alguém transite automaticamente do patamar de um simples Gestor para o patamar de um grande Líder.
Nos tempos que correm e à medida que mais empresas começam a reconhecer a importância de uma liderança forte, começam também a perceber que muitos dos seus elementos chave da administração não têm, afinal, as habilidades para liderar efetivamente uma equipa.
Filho de Pai guineense e Mãe portuguesa, Marcelino Sambé é mais um português a escrever uma história de sucesso na ribalta do mundo. Nascido em 1994, aos 25 anos, Marcelino ascende a um dos mais nobres patamares do ballet clássico. É hoje o bailarino principal do Royal Ballet, no Reino Unido, lugar que assumirá, já, na próxima temporada, conforme revelado por Kevin O'Hare, em comunicado oficial da Royal Opera House.
O extraordinário talento de Marcelino, que encantou milhares de apreciadores no ano passado, nomeadamente nas edições de "D. Quixote", de Carlos Acosta e "Romeu e Julieta", de Kenneth MacMillan, é agora reconhecido e cobiçado pelas mais exigentes salas de espectáculos em todo o mundo.
Ganhador de prémios de excelência, o nosso Marcelino, que desde 2012 integra a Companhia do Royal Ballet, em Londres, foi elogiado e referido pela Youth Dance England, logo nesse ano, como um dos coreógrafos mais importantes do Reino Unido.
Em 2017, ganhou o prémio de excelência, incluído na classificação dos Prémios Nacionais de Dança do Reino Unido, pela sua actuação em "La fille mal gardée". Referido em termos muito elogiosos pela revista Forbes e por toda a crítica internacional, Marcelino Sambé eleva bem alto o nome de Portugal.
Ana Moura é natural de Coruche, mas como esta vila não dispunha de maternidade, foi nascer na capital do distrito, ou seja, Santarém[3]. Os seus pais cantavam em festas familiares e aos seis anos Ana Moura já cantava o Cavalo Ruço, enquanto ouvia frequentemente a mãe trautear O Xaile de Minha Mãe. Na adolescência, altura em que se transfere para Carcavelos, frequenta a Academia dos Amadores de Música.
Apesar do interesse pelo Fado, Moura tem as suas primeiras atuações numa banda de covers de pop/rock, os Sexto Sentido, formado com colegas de escola. A experiência acaba por conduzir ao início de gravações de um disco com o músico Luís Oliveira, cujo lançamento fazia parte da agenda da multinacional Universal. O disco, no entanto, não chega a ser terminado.
Certo dia Ana Moura está num bar em Carcavelos, cede à tentação e canta um fado. Impressionando o guitarrista António Parreira, que estava presente na sala, este toma a iniciativa de apresentar a jovem a Maria da Fé. Contratada por Maria da Fé para o Senhor Vinho, Ana Moura tem nesta casa de fados uma verdadeira escola, onde bebe dos ensinamentos de Maria da Fé ou Jorge Fernando.
Os dotes da jovem fadista também conquistam Miguel Esteves Cardoso que, de forma indireta, contribui para a gravação do seu primeiro álbum. O acaso ocorreu após Esteves Cardoso ver Ana Moura cantar numa das suas primeiras aparições na televisão; o programa da RTP Internacional, Fados de Portugal, conduzido por António Pinto Basto. Esteves Cardoso resolve escrever uma crónica sobre ela n'O Independente (cf. O susto do fado e a beleza da verdade. A Preguiça, in O Independente, 16 de fevereiro de 2001), que será lida por Tozé Brito, então administrador da Universal. Brito resolve ir ao Senhor Vinho à descoberta daquela voz que conhecia apenas dos Sexto Sentido e logo propõe a Ana Moura a gravação do seu primeiro disco; surge assim Guarda-me a Vida na Mão (2003)[4].
Aconteceu (2004) e Para Além da Saudade (2007) foram os álbuns subsequentes; este último contem músicas como Os Búzios ou O Fado da Procura. Com este disco Ana Moura chegou ao conhecimento do grande público, o álbum alcançou a tripla platina, por vendas superiores a 55 mil unidades, levando a cantora a permanecer 120 semanas no Top 30 de Portugal. Com o mesmo disco recebeu uma nomeação para os Globos de Ouro, na categoria de Música, para Melhor Intérprete Individual, que acabou por perder para Jorge Palma.
Depois de dois grandes concertos nos Coliseus do Porto e de Lisboa, Moura lança finalmente o seu primeiro DVD ao vivo, a 24 de Novembro de 2008, que obtém grande sucesso junto ao público, pelo seu excelente alinhamento.
Reconhecida internacionalmente como uma voz raríssima de Contralto, chegou também o reconhecimento dos pares e, em 2008, Ana Moura recebeu o Prémio Amália de melhor intérprete.
Em 2009 o norte-americano Prince confessa-se fã da fadista,[6] mostrando interesse em colaborar musicalmente com Moura, vindo a fazê-lo no Festival de Verão, Super Bock Super Rock, em 2010.[7]
"Leva-me aos Fados", lançado a 12 de Outubro de 2009 (apresentado na Casa da Música - Porto e Coliseu de Lisboa, a 20 e 21 de Outubro), foi Disco de Platina, estando semanas consecutivas no Top 10 dos discos mais vendidos. O álbum incluiu fados como Leva-me aos Fados (single de apresentação), Caso Arrumado, Rumo ao Sul e Fado Vestido de Fado.
Ana Moura recebeu, a 23 de Maio de 2010, nos "Globos de Ouro" o globo de "Melhor Intérprete Individual", para o qual estava nomeada juntamente com artistas como Carminho, David Fonseca ou Rodrigo Leão.
A 17 de Março de 2011, Ana Moura foi nomeada para "Best Artist Of The Year", um dos importantes prémios da prestigiada revista inglesa de música Songlines.
Em Junho e Julho do mesmo ano, a fadista efectuou uma pequena digressão aos Estados Unidos e ao Canadá, que incluiu concertos em quatro famosos festivais de Jazz - S. Fancisco, nos Estados Unidos, e Vancouver, Montreal e Otava, no Canadá. Em Montreal, Moura foi uma das cabeças de cartaz do 32º. festival de jazz internacional e no espectáculo agradou à sala cheia do Teatro Maisonneuve, no qual teve como convidado especial o saxofonista Tim Ries, criador do Projecto Rolling Stones. [8]
Em Novembro de 2012 é lançado o quinto disco da cantora, chamado de "Desfado". O álbum acaba por ser um sucesso sem precedentes, permanecendo no primeiro lugar do Top 30 de Portugal por bastante tempo. Juntamente com o lançamento do álbum, Moura fez uma torné pelo país e fora dele, com concertos centrados mais no norte de Portugal, e fora, passando pelos E.U.A., Canadá, México, Reino Unido, Áustria, Holanda, Alemanha, Noruega, Bélgica e ainda Angola.
A 27 de Janeiro de 2015 foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.[9] No final do mesmo ano, Moura lançou o trabalho mais recente titulado simplesmente "Moura", acompanhado pela canção Dia de Folga.
Em 2016, Ana Moura recebeu um Globo de Ouro na categoria de Melhor Música com "Dia de Folga", canção com letra e música de Jorge Cruz.[10]
Moura é atualmente uma das fadistas mais conceituadas de Portugal, pelo seu excelente timbre de voz, beleza e enorme simpatia para com o seu público.
Nova música de Susana Félix junta Zeca Pagodinho e Emicida ao Carnaval de Torres Vedras
Torres Vedras, Lisboa, 04 jan (Lusa)- A cantora Susana Félix lança hoje em Torres Vedras a música 'samba da matrafona', tendo convidado os brasileiros Zeca Pagodinho, considerado o rei do samba, e o rapper Emicida para esta homenagem ao Carnaval português.
Lusa
Natural de Torres Vedras e assumindo o gosto pelo Carnaval, Susana Félix disse à agência Lusa que a música "não tem a ver com a sua carreira musical", e é um samba alusivo ao Carnaval português e à figura da matrafona, típica do Carnaval de Torres Vedras.
"Faz parte da tradição as músicas de Carnaval serem músicas brasileiras e eu não quis fugir a essa tradição, por isso criei um samba, mas não tem de ser assim no 'Carnaval mais português de Portugal'".
A canção tem por isso referências sonoras aos bombos, uma letra que fala da matrafona, figura ligada ao Carnaval torriense, e baseia-se nas marchas de Carnaval que, no início do século XX, eram semelhantes em Portugal e no Brasil.
Para "ser um bom samba", a cantora convidou Zeca Pagodinho, uma "referência" do género, e ainda o rapper brasileiro Emicida, que também faz parte do projeto de hip-hop luso-brasileiro Língua Franca, ao qual pertencem igualmente os portugueses Capicua e Valete.
"É uma honra o Zeca ter aceitado este convite, e teria muito gosto de dar um concerto com ele, porque não o conheço pessoalmente", admitiu a cantora, explicando que as novas tecnologias permitiram aos dois brasileiros gravar no Brasil a voz para a música, apesar de a sua produção ser "100% portuguesa".
"Samba da matrafona" junta por isso "três gerações de músicos", destacou.
Segundo Susana Félix, "a originalidade do Carnaval [de Portugal por comparação com o do Brasil] não tem de ficar só pelos carros e pelas máscaras, mas também pode ser alargada à música", por isso quer ser precursora de uma nova tradição "o mais portuguesa possível" na música de Carnaval, e espera que surjam outras canções portuguesas.
A artista propôs e a ideia foi "muito bem acolhida" pela empresa municipal Promotorres, responsável pela organização do Carnaval de Torres Vedras.
"Samba da matrafona" obrigou-a a fazer um "intervalo enorme" na preparação do próximo álbum, que vai lançar este ano, depois de "Procura-se", em 2011.
Habituada a interromper a carreira musical para outros trabalhos como atriz, produtora e até compositora, Susana Félix reconheceu que a pausa para o "Samba da matrafona" foi "muito útil" e encarou-a como um exercício para se "libertar da sua carreira" musical.
A música vai estar à venda nas plataformas digitais, a partir de sexta-feira, e numa edição limitada em vinil, a lançar ainda antes das festas de Carnaval, que se realizam de 09 a 14 de fevereiro.
"Samba da matrafona" tem letra de autoria de Susana Félix e música de Susana Félix e João Cabrita.
A edição é da Promotorres, que já em 2017 apoiou a produção de "Delírio em Las Vedras", filme do realizador português Edgar Pêra, que se estreou nas salas de cinema no início do ano passado, tendo como protagonista o ator Nuno Melo.
"São produções que ajudam a credibilizar o evento e a consolidar a sua identidade", afirmou César Costa, presidente do conselho de administração daquela empresa municipal, para quem a música "é um hino à matrafona" torriense.
A matrafona é a figura típica em Torres Vedras, em que meninos ou homens de barba rija se despem de preconceitos e não se poupam a esforços e a dinheiro para encontrar a melhor indumentária e respetivos acessórios para se mascararem de mulheres.
Em 2017, Torres Vedras candidatou o seu Carnaval a Património Nacional Imaterial, o primeiro passo para vir a ser reconhecido como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
"Com o tempo… uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta … formará um público tão vil, tão injusto e tão hipócrita quanto ela própria". Alertado por este pensamento de Joseph Pulitzer, o Cascais Diário surge para se afirmar como um projecto de grande informação, orientado por critérios de rigor, transparência, verdade, criatividade editorial e oportunidade, sem qualquer dependência de ordem ideológica, política, económica, moral ou religiosa.
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